Depoimentos

·         ALESSANDRA APARECIDA MACIEL DE ARAUJO ROLLO
      Minha experiência com a leitura foi um pouco diferente de muitas histórias que li de meus colegas. Aprendi a ler e a escrever numa escola rural, que ficava na fazenda de meu avô, onde funcionava todas as séries (anos) numa mesma sala e tinha uma mesma professora para todos. Enquanto o 1º ano estava sendo alfabetizado, os outros já estavam lendo, estudando aritmética, fazendo composição. Entrei na escola com 6 anos (mais nova da turma) e meu avô e meus pais achavam que eu não iria acompanhar e que iria me cansar muito porque tinha que andar uns 2 km até a escola, mas gostava tanto que nunca fui reprovada e quando aprendi a ler quase enlouquecia minha mãe porque queria ler o tempo todo: bula de remédio, jornal que vinha embrulhado nas compras, a cartilha da escola e tudo que tinha alguma coisa escrita. A leitura foi um encantamento na minha vida, uma forma de conhecer algumas coisas que nunca tinha ouvido falar. Meu primeiro livro foi "Meu pé de laranja lima" fiquei encantado com o Zezé e com a árvore que conversava com ele, depois foi o Pequeno príncipe e muitos outros.  Hoje procuro incentivar meus alunos a se encantar pela leitura, assim nunca deixarão de ser bons leitores e em consequência se tornarão bons escritores.

·         FABRICIO ALAOR CAPPELARI
Lembro perfeitamente que minha primeira experiência com Leitura foi justamente com os frascos de Shampoo no banheiro e da bula de alguns medicamentos, sempre fui muito curioso, e até hoje tenho o hábito constante de leitura. Sempre tentava entender o que significava aquelas letrinhas nos rótulos e claro recorria sempre a minha mãe para "decifrar" aquele mundo. Também sempre fui (até hoje sou) apaixonado por História em Quadrinhos (HQ) e passei a colecionar algumas delas, naquela época A Turma da Mônica e alguns Gibis de Heróis que eu pegava com uns primos mais ricos, que possuíam coleções enormes. Uma outra experiência marcante, foi de um destes primos que entrara na Faculdade de Agronomia e todo final de semana vinha para sua casa, e quando eu ia lá ficava horas escutando ele estudar em voz alta e eu ficava com aqueles livros tentando entender o que era aquilo, e algumas vezes ele me contava "estórias" daqueles livros, era magnífico....

·         LUCIA HELENA MIRANDA
Tenho minhas experiências, no qual recordo sempre. Nos meus nove, dez anos de idade, meu pai lia para mim e meu irmão assuntos relacionados sobre animais com figuras e textos pequenos. Sempre achei interessante o tempo que ele dispunha para isso, no final do dia, ao anoitecer. Isso tornou-me mais interessada em observar o que existe nos desenhos e o que nos desperta dentro de uma leitura e interpretação. Acredito que essa trajetória tornou-me mais prática em expressar aquilo que penso e relato. 

·         SILVANA DA SILVA
Na minha experiência com a leitura e escrita a minha mãe teve uma relevante importância. Na época as escolas trabalhavam com a cartilha Caminho Suave e assim as silabas  juntava com facilidade as letras ficava mais aperfeiçoadas formando assim palavras e frases. Na realização da leitura dessas palavras e frases recebia elogios o que me entusiasmava e estimulava muito. Quando estava com meus pais passeando nas ruas realizava leituras das placas de nomes de ruas e supermercados ou lojas e também nomes de rótulos de alimentos, bulas de remédios que encontrava na minha casa por perto e ficava aguçada para saber os significados das palavras e perguntava logo a respeito. Na adolescência os livros mais adotados na escola que recordo foram dos autores, Machado de Assis, José de Alencar e sempre após a leitura desses romances relatava o que tinha compreendido de forma escrita ou verbal. A leitura é fundamental para a compreensão do mundo e a escrita é uma forma de expressar esse conhecimento.

·         SILVANA HONÓRIO GUERRA
Bom eu não tive uma boa experiência com a leitura, eu sou disléxica e quando fui alfabetizada e por todo o meu percurso escolar pouco ou nada si sabia sobre dislexia, passei por muitos constrangimentos e até hoje tenho “um certo pânico” de ler em público gerado por traumas da minha infância. Eu só fui descobrir que era disléxica após concluir o ensino médio, quando fiz um tratamento com uma psicóloga que diagnosticou e me tratou. Hoje sou uma leitora disléxica, são poucas as pessoas que conhecem essa estória. Eu aprendi a conviver com meus traumas.
Confesso que não gosto de me recordar de momentos que me trazem ainda muita angustia, mas fico feliz que minha experiência de vida desperte a consciência em vocês colegas de profissão, que uma dificuldade ou uma deficiência não limita uma pessoa o que limita o ser humano é a sua própria mente covarde e o preconceito do outro que te rotula como incapaz.

·         SÔNIA REGINA DOS SANTOS
Na minha adolescência, li muitos livros, mas o que mais gostei foi um livro que ganhei de um primo “O Pequeno Príncipe”. Em cada época da minha vida, ele trazia mensagens diferentes. Fiquei apaixonada.

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